Veneza (em língua italiana: Venezia, em vêneto Venezsia) é uma cidade italiana da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Tem cerca de 266 181
habitantes, conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. Estende-se por uma área de 412 km2, incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km2.
Faz fronteira com Campagna Lupia, Cavallino-Treporti, Chioggia, Jesolo, Marcon,
Martellago, Mira, Mogliano Veneto (TV), Musile di Piave, Quarto d'Altino, Scorzè, Spinea. A parte de Veneza em terra firme é a fracção comunal de Mestre.
Ela é conhecida também, como “Rainha do Adriático”, “Cidade de água”, “Cidade de Pontes, e “A Cidade de Luz”. A cidade se prolonga através de numerosas ilhotas, na Lagoa Veneziana pantanosa ao longo do Mar Adriático.
O trânsito na cidade de Veneza é feito por taxis aquáticos, conhecidos como vaporetto. Pode-se passear pelos canais de barcos cobertos ou por meio de gôndolas, para melhor desfrutar da beleza dessa obra de arte.
Veneza, uma cidade semi-inundada por água. Caracteriza-se precisamente por não ter estradas de asfalto, e sim de água, “os seus canais”.
A chegada a Veneza, seja de carro, comboio ou avião, é uma grande confusão, para não dizer uma desilusão. Mas depois de ultrapassada a balbúrdia ferroviária, dá-se de caras com o Grande Canal: aquela imagem de Veneza das gôndolas, pontes, máscaras e palácios com a porta de entrada a dar para a água, usada e abusada pelos Media, afinal é real! E, com este quadro, não só se recupera o ânimo perdido no desembarque, como também se acha a cidade ainda mais bonita do que nas fotografias dos livros, guias e postais, namorados em casa, antes da viagem.
O Grande Canal, conhecido pelos locais como o Canalazzo, insinua-se, com a forma de um “S” invertido, ao longo de 4 km de extensão. Desde a fundação do império veneziano, após a queda de Constantinopla, em 1204, serviu de via principal da cidade, sendo sulcado pelas grandes galés e navios comerciais, que subiam majestosamente até ao Rialto, para trocarem mercadorias. Hoje, longe dos tempos de supremacia marítima no Adriático e Mediterrâneo, e de importante elo de ligação entre o Oriente e o Ocidente, Veneza vê o seu canal a transbordar de lanchas de madeira, “vaporettos”, gôndolas e “motoscafos”. O tráfego, aparentemente descontrolado, sem a existência de semáforos, faz-se com segurança e todos parecem chegar aos seus destinos; apesar disso não tranquilizar muito os seus visitantes.
Por volta do ano 570 populações vindas do norte da Itália, numa apressada fuga dos Lombardos, optam por sentam arraiais nas ilhas da laguna de Veneza. 200 anos depois esta comunidade elege o primeiro dodge, encontrando-se a cidade sob influência bizantina. No século IX inicia-se a construção da Basílica de São Marcos, destinada a acolher os restos mortais do santo, patrono da cidade. A partir de então começa a expansão da cidade como potente força comercial em toda aquela zona do Mediterrâneo. Nos séculos seguintes a cidade – que ganha o nome de A Sereníssima – tem participação ativa nas Cruzadas, ao mesmo tempo que dá todo o seu apoio ao Império Bizantino, afirmando-se como uma força a ter em conta no continente europeu. De tudo isto, obviamente, retira grandes benefícios comerciais! No século XIII, movendo todas as suas influências, as autoridades venezianas conseguem alterar o rumo da quarta Cruzada ao conseguirem deslocá-la para Constantinopla.
Em resultado tomam o poder sobre a esta cidade colocando lá um imperador italiano, ao mesmo tempo que Veneza aproveita a ocasião para desenvolver a sua base comercial na ilha de Creta. Mas, em 1261, com a ajuda dos genoveses, os bizantinos derrubam o imperador, constituindo esta situação um primeiro volte face na situação privilegiada de Veneza. Constantinopla cai, em 1453, e com ela o Império Bizantino. A força dominante na região passa a ser o Império Turco-Otomano. Com a descoberta do caminho marítimo para Índia, por Vasco da Gama, Veneza perde influência no trafego comercial do Mediterrâneo.
Em meados do século XVI a cidade sofre horrores com a peste, que lhe leva grande parte dos habitantes. No século seguinte começa a perder a sua força e importância entrando em claro declínio, com a corrupção interna e a concorrência de outros países. Durante as expedições de Napoleão, é anexada por este, o qual, posteriormente, a oferece à Áustria, sendo novamente reintegrada na Itália em 1866. Com o chegar do século XX Veneza industrializa-se ao mesmo tempo que ganha reputação como destino turístico, descobrindo uma vocação até então desconhecida.
Veneza tem 177 canais que são as “ruas e avenidas” da cidade exibindo em suas margens os exóticos pallazi, herança de uma república que dominou extensas áreas e rotas comerciais.
Passear ao largo deste labirinto de canais, com suas pontes e coloridos prédios é a melhor forma de conhecer o íntimo desta cidade singular e cativante.
Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e complexa e um império de influência mundial comandado pelos doges, os líderes da cidade.
Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como Negroponto e Dyrrhachium (atual Durrës), assim como ilhas inteiras: Creta, Rodes, Cefalônia e Zante, por exemplo. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo.
O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril). A festa do povo do Véneto é celebrada em 25 de março, data da fundação da cidade.
É classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus.
Veneza é ainda famosa pelos seus certames internacionais, como o Festival de Cinema e a Bienal de Artes, pela Regata Histórica, que ocorre no primeiro domingo de setembro, pelo fabrico de vidro, pelo Carnaval de Veneza, pelos casinos e pelos seus passeios românticos, levando muitos casais a passarem suas luas-de-mel lá.
Nesta cidade nasceram os Papas Gregório XII, Eugênio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X, além de numerosos artistas e arquitetos como Antonio Vivarini (1440-1480), Antonio da Ponte (1512-1595), Tintoretto (1518-1594) e Canaletto (1697-1768). No campo da música, foi aqui que nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).
Basílica de São Marco
Praça São Marco
Edificada no século XI, apresenta no andar superior, a varanda com os célebres quatro cavalos do Santo (as cópias, pois os verdadeiros estão no Museu Marciano, para que não sejam destruídos pela corrosão), oferece uma vista soberba sob a praça. No interior, não deixe de apreciar a Pala d’Oro, o Tesouro e as cúpulas da Ascensão e de Pentecostes.
Aberta diariamente das 10 às 17h e das 13 às 17h ao domingo e feriados.
Santa Maria Gloriosa dei Frari
Campo dei Frari
Na zona oriental do bairro de San Polo ergue-se este templo gótico, construído em 1338. Com o seu campanário de 80 m de altura, guarda religiosamente algumas das maiores obras-primas do mundo, como a “Assunção da Virgem” e a “Madonna di a’Pesaro”, de Ticiano, o Coro dos Frades e o Túmulo de Canova. Aberta das 9 às 18h de segunda-feira a sábado e das 15 às 18h ao domingo e feriados.
Santa Maria della Salute
Campo della Salute
Construída no extremo sul do Grande Canal em acção de graças pelo final da peste. Batizada com o nome de Salute, que significa saúde e salvação, representa uma das referências arquitetônicas da cidade. O seu interior, relativamente sóbrio, consiste num vasto espaço octogonal sob a cúpula e seis capelas radiantes a partir do ambulatório. As melhores pinturas encontram-se na sacristia.
Aberta diariamente das 9 às 12h e das 15 às 17h30.
Basílica Santi Giovanni e Paolo
Campo Santi Giovanni e Paolo
Construída no final do século XIII e início do século XIV pelos dominicanos, impõe-se pelas enormes dimensões. O povo conhece-a por San Zanipolo, aquela que contém as belas capelas del Rosario e di San Domenico e o túmulo dos Doges, que governaram Veneza.
Aberta das 7h30 às 12h30 e das 15 às 19h de segunda-feira a sábado e das 15 às 8h ao domingo.
Palácio Ducal
Piazzeta San Marco
A construção do palácio dos Doges iniciou-se no século IX, vindo a ser reconstruído cinco séculos mais tarde. O corpo principal em mármore cor-de-rosa de Verona assente sobre um rendilhado de arcadas de pedra e um pórtico suportado por colunas, faz a ligeireza deste palácio gótico. Vastas pinturas alegóricas e históricas embelezam as paredes e os tetos dos esplêndidos salões e câmaras, acessíveis pela magnífica Scala d’Oro e concebidos para impressionar os embaixadores e dignitários estrangeiros. Ligeiramente macabras são as prisões do rés-do-chão e do primeiro andar, de onde Casanova conseguiu escapar.
Aberto diariamente de Abril a Outubro das 9 às 19h e de Novembro a Março das 9 às 17h.
Ca Rezzonico
Fondamenta Rezzonico 3136
Iniciado em 1667, só seria acabado em 1712. Desde 1934 contém o museu de Veneza do século XVIII, com salas decoradas com frescos, pinturas e peças da época provenientes doutros palácios e museus.
Ca’Pesaro
Grande Canal, Santa Croce 2076
Faustoso palácio do barroco concebido por Baldassare Loghena e construído por Leonardo Pesaro, procurador de San Marco, onde estão instalados o Museu Oriental e a Galleria d’Arte Moderna, com trabalhos de Bonnard, Matisse, Miró, Klee, Klimt e Kandinsky, e de muitos artistas italianos dos séculos XIX e XX.
Aberto de terça-feira a domingo das 9 às 14h.
Ca’d'Oro
Grande Canal (entrada pela Calle Ca’d'Oro)
Em 1420, Marino Contarini, procurador de São Marco, mandaria construir a Casa de Ouro, um edifício puramente gótico coberto de folha de ouro, azul-ultramar e vermelhão. O tempo apagaria a riqueza da sua fachada e o edifício sofreria muitas modificações efectuadas pelos proprietários que se seguiram. O barão Franchetti, mecenas da arte, salvou o prédio e devolveu-lhe a sua glória, para mais tarde o doar ao Estado. Desde 1984 contém a colecção Franchetti.
Galleria dell’Accademia
Campo della Carità
A Accademia di Belle Arti, fundada em 1750, pelo pintor Giovani Battista Piazzetta foi a base deste grande museu de Itália. Em 1807, Napoleão transferiu-o para as actuais instalações, em Dorsoduro, nele instalando as obras das igrejas e mosteiros por ele pilhados. Hoje, as enormes e belas telas de Bellini, Giorgione, Tintoretto, Ticiano, Carpaccio, Veneziano, Véronèse, entre outros pintores da região do Véneto, fazem a riqueza da sua coleção.
Aberta diariamente das 9 às 19h: segunda-feira e domingo das 9 às 14h.
Fundação Peggy Guggengeim
Palazzo Venier dei Leoni, San Gregorio 701
Contando com 200 pinturas e esculturas de Max Ernst, Picasso, Gris, Braque, Magritte, Delvaux, Dalí, Chagall, Picasso, Jackson Pollock, Bacon, Mondrian, etc., este pequeno museu representa quase todo o movimento artístico contemporâneo, sendo um dos mais visitados em Veneza.
Aberta das 11 às 18h, exceto à terça-feira.
Scuola Grande di San Rocco
Campo San Rocco
A Scuola Grande di San Rocco (São Roque), padroeiro das doenças contagiosas, foi iniciada em 1515, por Bartolomeo Bon e acabada 34 anos depois por Scarpagnino. A Tintoretto foi pedido que decorasse as paredes e o teto da rica Scuola, que exibe na Sala dell’Albergo a impressionante obra “A Crucificação”.
Praça de São Marco
É hoje inundada por milhares de pessoas que ali vão para ver a sua Basílica, subir ao ampanário, visitar o Museu Correr ou, simplesmente, sentar-se numa das esplanadas dos cafés das arcadas dos edifícios da Procuratie, a ouvir as suas orquestras. Localizada na zona mais baixa da cidade e aberta às águas da laguna
pelo “vestíbulo” da Piazzetta, é um dos primeiros pontos a sofrer com a “acqua alta” (maré cheia). Completamente inundada, resolve o problema com a colocação de passadeiras sob estacas, o que não impede, no entanto, alguns turistas de a recorrerem com a água pelos joelhos e sapatos na mão.
Ponte dos Suspiros
Do cimo da Ponte della Paglia, na zona de San Zaccaria, consegue-se ver a Ponte dos suspiros. Segundo a lenda, esta ponte, construída em 1600, para ligar o Palácio Ducale às novas prisões, foi assim batizada pelas lamentações dos prisioneiros que a atravessam a caminho do tribunal dos inquisidores, o que destrói qualquer dedução mais romântica do seu nome. O acesso ao público faz-se pelo “Itinerari Segreti” do Palácio Ducale.
Arsenale
A palavra “arsenal” deriva do árabe “darsina’a”, casa da indústria. Este estaleiro, fundado no século XII e ampliado do século XIV ao XVI, foi o centro naval do Império Veneziano. Era como uma cidade dentro da cidade, com oficinas, armazéns, fábricas, fundições e docas, onde trabalhavam cerca de 16.000 “arsenalotti” na construção, equipamento e reparação das grandes galeras venezianas. Encerrado dentro de muralhas ameiadas, o local está hoje sob administração militar e quase todo vedado ao público. A ponte junto ao arco da porta de entrada permite vistas parciais dos estaleiros, mas o “vaporetto” n.º 52 leva-o numa viagem através do centro do Arsenale Vecchio.
Ilhas
Longe da euforia turística de Veneza, espalham-se as outras ilhas da laguna, atuais refúgios de rústica beleza e tranquilidade. Giudecca situa-se mesmo em frente à Piazzetta de San Marco e tem sido alvo das objetivas de milhares de visitantes pela imagem da colossal Igreja do Redentore, de Palladio. Murano, célebre pelo seu vidro (em 1291, a indústria vidraceira viu-se forçada a sair de Veneza por causa do risco de incêndio e do fumo desagradável dos seus fornos), pode ser alcançada em poucos minutos. Mais a norte, na ilha de Burano, a brancura das rendas contrasta com o colorido das pitorescas casas de pescadores à beira do canal. Um pouco mais longe, fica a enigmática, maravilhosa e quase deserta ilha de Torcello, berço da Catedral Santa Maria Assunta, um dos edifícios veneziano-bizantino mais antigos de todo o Adriático. O Lido, uma delgada faixa de areia com 12 km de extensão, forma uma barreira natural entre Veneza e o mar, sendo a única ilha da cidade com estradas e uma famosa estância de banhos e de desportos náuticos.
Restaurantes e cafés
A oferta de restaurantes é variada e o tipo de cozinha servida é invariavelmente italiana, baseando-se em especialidades feitas com os produtos mais frescos da estação, carne e queijo do continente e uma grande variedade de peixe e marisco. Os bares e cafés também servem refeições rápidas, mas são mais frequentados para o café matinal, uma cerveja à hora do almoço ou um aperitivo ou digestivo, antes ou depois do jantar.
“Em Veneza, sê veneziano”. Para se deslocar de um lado para o outro, além de poder andar a pé, é, definitivamente, necessário apanhar um barco. Numa lancha-táxi, chega-se mais depressa ao endereço pretendido, mas com o porta-moedas bem mais aliviado… De gôndola, nem no dia seguinte. O melhor é mesmo embarcar no vaporetto, uma espécie de autocarro aquático.
Fontes: Wikipedia,
europabrasil.com.br
http://girandoomundo.wordpress.com
destinosdeviagem.com
Imagens: Google
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