Texto de Thiago Khoury do blog: http://www.rodei.com.br/
Carro preto, com topo amarelo e adesivo em ambas as portas da frente, por @elaineyong
Quem passa apenas duas noites na cidade tem menos chances de ser enganado por taxistas, mas a partir do terceiro dia de viagem as possibilidades dobram. Como em algum momento você deverá alimentar essa indústria da malandragem, o segredo é não deixar com que isso influencie sua viagem.
Estávamos completamente cansados, com uma urgência sobre humana de ir ao banheiro e atrasados para o horário marcado em um restaurante badalado em Palermo – falar do Cabrera mais uma vez é post-pago.
Como se o cenário acima não bastasse, a placa identificatória o painel ao lado do passageiro mostrava uma pessoa claramente diferente da que estava ao volante.
Enfim, assim que o taxímetro passou dos 50 pesos, como mágica, chegamos ao nosso destino final.
Depois de pagar e sair do carro, o homem que dirigia abaixou o vidro e nos mostrou um corte mínimo no papel e disse que aquela nota de 50 estava danificada e por isso não poderia aceitá-la – mas claro que aquela não já não era a nossa nota de 50.
Como evitar ser passado para trás em táxis na Argentina
# Identifique um táxi real. Táxis em Buenos Aires são pretos e possuem teto amarelo.
# Escolha um cooperativado. Entre em carros de cooperativas que mostrem nome e telefone em adesivos colados de ambos os lados. O carro do caso acima era cooperativado, o que não evitou a bola fora, mas o que ainda sim diminui as possibilidades de ser enganado.
# Dê preferência para os mais velhos. Na rua, pare apenas os carros dirigidos por taxistas com cara de avô. A probabilidade dele ter tempo e disposição para enganá-lo é menor.
# Sempre que possível, peça táxi pelo telefone. Pedir um carro via “radio taxi” é uma ótima escolha: em Palermo ligue para (11) 4854.1111. Nas proximidades do centro ligue para (11) 4932.2023. Uma taxa de deslocamento inferior a $ 5 pode ser cobrada.
# Peça uma estimativa do valor. Depois de alguns dias na cidade você saberá o valor médio de uma corrida entre um ponto e outro. Para um carro parado, pergunte quanto geralmente vale uma corrida dali para o ponto desejado – mas sempre ande com o taxímetro ligado e não aceite valores previamente estipulados.
# Evite aborrecimentos no aeroporto internacional. O pior lugar para barganhar corrida barata é no Aeroporto Internacional de Buenos Aires, o Ezeiza. Caso você não tenha um transfer, evite o primeiro aborrecimento da viagem e contrate um carro na cabine do Taxi Ezeiza em frente ao desembarque. O valor é tabelado: $ 150 a ida e $ 120 a volta para até três pessoas com uma mala pequena cada.
# Use notas pequenas. Mesmo que sua corrida tenha dado $ 55, jamais use notas de $ 50, que são as mais falsificadas e com maior custo-benefício para o falsificador. Utilize notas de $ 10 e $ 20, o que irá produzir trocos menores, o que será sempre muito bem-vindos em Buenos Aires.
# Na hora de pagar, narre o que está fazendo. Dizer exatamente o que está pagando e como está pagando mostra que você não está ali a passeio: “estou usando essa determinada nota com determinado número de série para pagar a corrida que deu tantos pesos, certo?”.
# Isso fará com que ele evite fazer a troca pela nota falsa ou dizer que você se enganou na hora do pagamento – como dizer que você entregou duas notas de $ 5 ao invés de três para pagar uma corrida que custou $ 15; ou dizer que você entregou uma nota de $ 10 ao invés de uma nota de $ 100.
# Caso você receba uma nota de $ 50 das mãos do motorista, principalmente se ele tiver tido tempo de trocá-la, não hesite em conferi-la antes de sair do carro. Se você é como eu e chegou ao ponto de deixar de pegar táxi na cidade e passou a andar apenas de transporte público, compre uma caneta detectora de notas falsas e saia rabiscando sem pudor algum.
# Fique atento ao trajeto. Dê o endereço completo, cite a esquina mais próxima e não deixe de dar o número do destino final: Thames y Paraguay 320 (“y”, aqui, é “com”). A forma mais comum de enrolar o passageiro é andar em círculos enquanto o motorista mantem uma conversa constante para distrai-lo (além de fazer questão que você olhe para ele ao longo do caminho). Pergunte se aquele é o melhor trajeto, o mais comum ou porque demora tanto para chegar ao destino final.
# Não faça nada que não queira. Eu gostaria de incentivá-lo a conversar apenas o necessário, mas a quantidade de gente que diz que os taxistas de Buenos Aires possuem “as melhores histórias” é assustadora (meu Deus, isso é carência?). Muitos motoristas possuem acordos com restaurantes, baladas e casas de prostituição na cidade e tentarão fazê-lo mudar de ideia – é comum dizer que o lugar que você deseja ir faliu, já está fechado ou que conhece lugares “muito melhores.”
# Taxista que começa a corrida falando de mulher é mau sinal: pode ter certeza que ele já começou a mudar o trajeto e tentará te convencer a conhecer um legítimo albergue transitório. Corte a conversa o quanto antes e diga que você tem horário marcado no local combinado.
Identificação sem foto no banco de trás, com foto do lado direito do painel, foto Thiago Khoury
#dicaextra
Confira a identificação do taxista. Atrás do banco do motorista você verá uma aviso de identificação idêntico ao que aparece na foto.
Claro que todas essas dicas se aplicam aos malandros que, mesmo sendo bandidos, pertencem a uma classe menos perigosa: caso a corrida tenha dado $20 mas o motorista diz que deu $50 e segura algo sob a blusa, nada mais sensato do que pagar os $50 e sair dali o quanto antes.
Saiba que a bandeirada inicial custa $5,80 e cada 200 metros ou minuto de espera são outros 58 centavos. A tarifa noturna, entre dez da noite e seis da manhã, é 20% mais cara.
E, por último, lembre-se: nota falsificada não tem marca d’água.
Fonte e imagens: Google e http://www.rodei.com.br/
Mais informações sobre pacotes para Buenos Aires:
Poltrona Vip Turismo
Rua Mem de Sá, nº 111 / 1008 - Icaraí - Niterói
Fones: 2721-2458 / 7870-7884 - ID: 10*66539
Facebook: http://tinyurl.com/3symd73



Nenhum comentário:
Postar um comentário